Voos Nacionais
October 17, 2007 by admin
Com a liberação dos preços das passagens aéreas, após a privatização da Vasp, nos anos 90, o valor de referencia para passagens aéreas passou a ser de -50% a +32%. A Vasp que foi comprada por Wagner Canhedo, compra esta favorecida pelo esquema PC Farias, passou a oferecer descontos exorbitantes, que fizeram com que a Varig e a Transbrasil também reduzissem seu preço. Mas esta guerra durou pouco, pois a Vasp não conseguiu levar seus baixos preços adiante. O preço das passagens voltou, então, à normalidade, ou seja, tarifas relativamente altas, porém equilibradas. No começo de 98, com mais liberação, veio o final do monopólio para linhas especiais como a ponte-aérea Rio-São Paulo, onde passou a haver uma guerra de preços pelas companhias aéreas. Mas esta guerra gerou um alto custo para as empresas, que tiveram pouco lucro naquele ano, e ainda mais, sendo os custos das empresas atrelados ao dólar, o qual se desvalorizou em 99, tornando essa política insustentável.
A primeira empresa brasileira a utilizar 2 classes de vôos nacionais, a Tam, em 99, com seus Airbus A319 e A320 prontos para acomodar até 150 passageiros. Ela começou a voar a partir do final de 98 para a Europa com capacidade para 225 passageiros. Em 99 fez um acordo comercial com a Air France, pois Rolim tinha descoberto que, metade dos brasileiros que vão em direção à Europa, chegam ou retornam de Paris. A terceira etapa de liberação de preços se deu quando a Gol surgiu no mercado. Mas nova queda no câmbio, fez com que o tráfego de passageiros caísse 12% em 2003. O crescimento do negócio têm se dado até agora porque a partir de 2003 houve uma valorização do real e o crescimento do PIB, juntamente com o aumento de viagens de negócios, o que tem feito com que o setor se recupere, alcançando a quantia de 40 milhões de passageiros transportados em 2006.
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