Voos Aereos
October 9, 2007 by admin
Antigamente a aviação comercial brasileira tinha preços controlados pelo DAC, Departamento de Aviação Civil. A liberação começou em 1990. Usaram a política de desregulamentar aos poucos, pois o exemplo dos Estados Unidos iniciado em 1978 foi desastroso. Os Estados Unidos, nessa época achavam que os mercados livres iriam ter um funcionamento perfeito, o que não acorreu. Já os Europeus, tendo observado os erros cometidos pelos EUA, fizeram mudanças ao longo das décadas de 80 e 90, evitando os efeitos negativos vistos no outro país.
A desregulamentação nos Estados Unidos e União Européia facilitaram que muitas novas companhias se inserissem no mercado, possibilitando o surgimento de empresas de baixo-custo. A eliminação de serviços, tipo refeições sofisticas, acrescida do check-in via Internet, bem como a padronização das aeronaves e serviços, fez com que empresas pudessem reduzir muito seu custo e ampliar bastante o seu público. Muita competição durante décadas, fizeram com que empresas aéreas de todo o mundo fortalecessem o compartilhamento de rota, o que foi uma estratégia fundamental para a sua sobrevivência no mercado. Porém essa possibilidade de o cliente poder fazer a viagem parte por uma, parte por outra empresa, é anterior à política de liberação de preços.
Estudos sobre a Varig nos anos 50 e 60, mostram que roteiros que saíam do Brasil aos Estados Unidos, partiam de lá com destino à Europa por outras empresas. Com isso, a Varig ficava no mesmo nível de competição que a Panair do Brasil, uma empresa americana, que operava as rotas para a Europa. Mas não só rotas foram possíveis com a aliança global, a Star Aliance, criada em 1997, da qual a Varig fazia parte, e chegou a ter 18 membros em todos os continentes, possibilitou que empresas compartilhassem assentos, milhas e até a sala vip da empresa concorrente.
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